Descrição
Acrílico + resina em tela
100 x 100 cm - 2022
O azul domina a tela, desdobra-se em variações infinitas. As formas dissolvem-se e reinventam-se, como versos soprados pelo vento, compondo uma melodia silenciosa de cor e movimento.
Pinceladas fluidas percorrem a superfície, encontrando-se e afastando-se, como rimas que se tocam sem se prender.
Há pinceladas de um azul quase preto, que aparecem como palavras carregadas de mistério, enquanto tons mais claros brilham como pausas e suspiros entre as estrofes visuais.
A pintura parece respirar, como se sua composição fosse um poema em transformação constante. Não há ponto fixo, nem narrativa definitiva - apenas a sensação de estar imerso num sussurro cromático, onde cada observador encontra sua própria leitura. A poesia não pode ser lida; pode ser sentida. E na imensidão azul, a cada olhar descobre-se um novo verso.