Art Debates

Pintar o que está à sua frente é superestimado

Traduzido de English

Se eu montasse meu cavalete ao ar livre e pintasse exatamente o que vejo, sem edições, quase sempre terminaria com uma pintura mais fraca do que se eu tivesse movido uma árvore, eliminado toda a faixa de valores, ou inventado uma sombra que não existia. A fidelidade à cena não é a mesma coisa que fidelidade à pintura.

Antes, eu me sentia culpado por isso. Como se eu estivesse traindo a paisagem. Então comecei a perceber que toda vez que eu insistia em manter algum elemento "porque realmente estava lá", aquilo atrapalhava a composição ou matava uma relação de valores de que eu precisava. A pintura não ligava para o fato de o poste da cerca existir na vida real. Ela só se importava se o poste da cerca ajudava ou prejudicava.

Agora, quando estou trabalhando alla prima no local, eu me dou permissão para subtrair, reorganizar ou simplesmente inventar. A cena é um ponto de partida, não um contrato. O momento em que parei de tratar o motivo como sagrado, minhas pinturas ficaram mais honestas, não menos.

Eu sei que alguns pintores pensam de forma bastante diferente. Que a disciplina de registrar o que realmente está lá é o objetivo principal. Eu respeito isso, mas acho que isso prende muitas pessoas. Mudem minha mente.

0

0 comentário

Ordenar por:

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!