Nova obra para exposição futura
Preparação de uma exposição para o fim de semana de Halloween
Brou de noz e acrílica
Título: O advento das Abóboras Dirigíveis
Existem hortas secretas, esquecidas pelos cartógrafos,
Onde a terra não retém mais o que o céu exige.
Na confluência de outubro e das brumas de enxofre,
As raízes se afinam e os fardos se elevam.
Ouçam o murmúrio de nuvens tóxicas,
Estas sentinelas do absurdo e da doce loucura,
Que sussurram às abóboras sonhos de altitude.
Vejam-nas deixar a noite texturada do solo,
Afastarem-se dos sulcos sombrios da realidade.
Uma a uma, pequenas lanternas ruivas,
Elas desafiam as leis dos homens e da gravidade.
E lá em cima, suspensa no éter de ouro e de nácar,
Ergue-se a Mãe de todas as levitações:
Uma lua-abóbora, imensa e diáfana,
Que bebe a luz branca do fundo dos mundos.
Que os espíritos sérios fechem os olhos,
Pois hoje, o céu pertence aos sonhadores.
A magia está no lugar, o quadro está selado,
O advento começou.
Uma apresentação rica no seu concerto de pintura e poesia.