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v4.5.17
Obra simbólica e emocional explora o isolamento, o trauma infantil e a busca de liberdade. Ao fundo, um espectro da memória; em seu olhar, um hematoma emocional; observa um mundo ao qual não sente pertencer, e suas memórias viajam na rapidez das bolhas. O menino-pássaro tem asas, mas não tem céu, impossibilitado de cantar e mover-se observa ao longe outros que podem, como um aceno de ostentação acentuando sua solidão. O pião e a pipa, como vestígios fósseis de brinquedos infantis que para a criança de hoje lhe são estranhos. O menino pode apenas, através do cerrojo observar um mundo que lhe é estranho, preso ao seu próprio peso interno, e a uma proteção sufocante — a capa que um dia o protegia — drena para um poço sem fundo; ali vão também a sua inocência, os seus sonhos de liberdade. Olhando para dentro, quando o exterior está bloqueado. A chave, ali está a chave pendurada no bico do pássaro, mas ignora sua utilidade, assim como o apagador ao cego, assim como a inteligência ao ignorante. Esta obra utiliza o surrealismo para narrar o autismo social e o bloqueio emocional derivado do abandono. A obra convida à reflexão de que somente através da divindade contida em cada um de nós poderemos alcançar essa tão desejada liberdade. "Assim que o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres." João 8:36 Oscar León 07 de maio de 2026, Caracas