Descrição
Existem pinturas que sussurram, e existem outras que cantam uma única nota brilhante. O Mandarim Solitário é esse tom cítrico claro — simples, honesto, impossível de ignorar.
Quis que esta peça fosse uma pequena celebração da solidão. Um mandarim maduro repousa sobre uma superfície de madeira gasta, sua pele iluminada por uma luz suave, direcional. O mandarim parece quase brilhar contra um fundo profundo e sombrio, enquanto as folhas presas arqueiam-se protetoras, suas veias e texturas retratadas com o mesmo cuidado que dei à fruta. O contraste entre a fruta morna e o espaço frio e sombrio ao redor faz com que o mandarim pareça tanto vulnerável quanto orgulhoso — um momento íntimo congelado na pintura.