Descrição
O quadro em forma de película de filme parece indicar que estamos assistindo, como espectadores passivos, ao Encontro improvável de um rinoceronte, massivo, quase imóvel, e de uma Mini Cooper que o atropela violentamente, sem um som. O rinoceronte branco, símbolo de uma natureza à beira do colapso, encara um símbolo do frenesi da sociedade de consumo. A incongruência desse encontro pode ser vista como uma metáfora do nosso tempo: avançamos direto para uma catástrofe anunciada, sem sequer nos revoltarmos. Essa imagem faz eco à peça Rhinocéros de Eugène Ionesco, onde as pessoas se habituam ao inaceitável.