Descrição
COLHEITA DE AMANHÃ COLHEITA DE AMANHÃ é uma meditação sobre gratidão, antecipação e impermanência. Plantar uma semente ou enterrar um bulbo é fazer uma promessa silenciosa ao futuro. Muito antes de a flor aparecer, sua possibilidade nos dá algo a esperar, algo para imaginar, apreciar e celebrar antes que chegue. Então a flor irrompe: vívida, extraordinária e completa. Admiramo-la, desfrutamo-la e, por um breve momento, compartilhamos sua existência. Mas o florescimento não pode permanecer. Ela murcha e desaparece, como todas as coisas devem. Plantar flores é, portanto, uma expressão de esperança e uma lição de deixar ir: um convite para dar as boas-vindas ao que está por vir, apreciá-lo plenamente enquanto está aqui, e liberá-lo quando seu tempo tiver passado. Cada flor representa o Universo, em toda a sua variação infinita, momentaneamente assumindo uma forma finita antes de retornar ao seu potencial criativo ilimitado. As doze flores tornam-se doze poemas visuais, odes ao que poderia ser, celebrações oferecidas com antecedência e reflexões sobre a fragilidade da vida e a beleza de uma vida bem vivida. Suas linhas ósseas neonadas pulsam como correntes de energia, traçando um ciclo contínuo de regeneração, evolução, destruição e renascimento. Nada permanece imóvel, ainda que nada seja verdadeiramente perdido; cada fim devolve sua energia à possibilidade de outro começo. Cada imagem tem um único propósito essencial: espalhar alegria, independentemente das circunstâncias. Não como negação ou fuga, mas como uma âncora no caos, um lembrete de que a beleza é passageira, a possibilidade é infinita, e o momento diante de nós é digno de nossa mais plena atenção.