Descrição
Na infância, busco plasmar uma visão nostálgica da infância, um tempo que evoca tanto alegria quanto solidão na memória. O balanço de madeira, com suas cordas grossas e sua estrutura refletida na água, representa esses momentos de brincadeira e liberdade que parecem distantes e presos no tempo, em um ambiente com paredes de tijolo desgastadas e um chão de paralelepípedos, criando um contraste com o símbolo do balanço, que normalmente está associado à companhia e à risada infantil. Esse balanço solitário transmite uma sensação de distância, como se essas lembranças felizes estivessem inalcançáveis, rodeadas por sombras de experiências e crescimento. Por meio da infância, busco convidar à reflexão sobre como o tempo transforma nossas lembranças. A obra reflete a dualidade da infância: um período de alegria e liberdade que, com o passar dos anos, se transforma em um eco de nostalgia e solidão.