Descrição
"São Willy" — acrílico sobre gesso, 25 x 15 cm Halo de ouro carbonizado, pele da cor de verniz antigo. Este não é santo de nenhum livro — tranças como cordas, um durag vermelho substituindo uma coroa de mártir, olhos fechados em algo entre oração e exaustão. Dois dedos erguidos no meio da bênção, abençoando quem estiver diante dele, quer tenha pedido ou não. Ele se tornou santo por si mesmo, ou talvez a tinta tenha feito isso por ele. De qualquer forma, a santidade parece cansada, e parece ter ficado acordada a noite toda. Representado em uma tradição plana e icônica de folha de ouro — mas o sujeito é um fora-da-lei cansado da estrada, não um mártir. O sagrado e o profano compartilham o mesmo enquadramento e não pedem desculpas por isso.