Descrição
Nem toda ferida pede para desaparecer.
Algumas pedem para ser transformadas.
Inspirada pela filosofia japonesa do Kintsugi, esta pintura reflete a crença de que o que foi quebrado não perde seu valor. Em vez disso, sua história torna-se parte de sua beleza.
Criada após eu ter quebrado meu dedo, a obra tornou-se menos sobre a lesão do que sobre a cura. É uma meditação sobre as mãos que consertam, a paciência que a restauração requer e a generosidade silenciosa daqueles que nos ajudam a reconstruir o que parece frágil.
Delicada folha de ouro e fio dourado costurado à mão traçam as marcas de cura, ecoando a antiga prática de reparar cerâmicas quebradas com ouro. Aqui, as fraturas não são ocultadas — são honradas como evidência de resiliência, cuidado e renovação.
Parte da minha exploração da transformação por meio de imagens simbólicas, o Kintsugi nos lembra de que a cura raramente é um ato solitário. Por trás de cada cicatriz, costuma haver um gesto invisível de compaixão.
Talvez as nossas fraturas mais profundas não sejam os lugares onde nos tornamos mais fracos.
Talvez sejam onde a luz, a bondade e a conexão humana encontram um meio de entrar.
🥃 Kintsugi
💫 Inspiração: Cura após um dedo fraturado
📆 Abril de 2026