Descrição
Esta pintura mantém uma conversa de ida e volta através da água. Al Hirt e Pete Fountain encaram-se sob a grande curva da ponte do rio Mississippi, suas notas elevando-se entre eles como uma linguagem compartilhada. A ponte torna-se mais do que um marco; torna-se uma passagem entre gerações, entre instrumentos, entre a infância e a idade adulta, entre a cidade lembrada e o artista que se lembra.
A figura do clarinete carrega um peso emocional especial. Para Deborah, o clarinete não era um instrumento casual. Era dezoito anos de respiração, prática, fraseado, disciplina e devoção — nascido da inspiração de ver Pete Fountain e sentir o impulso do inconfundível som de Nova Orleans. Nesta pintura, o clarinete não responde apenas à trompete. Ele responde ao passado.
A água, a ponte, as notas flutuantes, o crepúsculo violeta e as figuras suavizadas criam a sensação de que a própria cidade está ouvindo. Isto é jazz como conversa: uma voz chama, outra responde, e em algum lugar entre elas uma vida é moldada.