Chegando

Era uma tarde linda.
As ruas estavam vazias. As pessoas se moviam lentamente, entre lojas e mesas de cafés, parando em flores e conversas. O céu era brilhante e azul—quieto do jeito que dias normais costumam ser.
Mas então houve um som.
A princípio, era distante. Fácil de ignorar.
Depois cresceu—baixo e constante, rolando mais perto com uma força que não pertencia.
A água veio sem aviso.
Contornando as colunas, invadindo a rua, quebrando o ritmo do dia em um único sopro.
A maioria não viu ainda. Não ainda.
Mas um homem viu.
Ele se virou—seu coração parando antes que sua voz o fizesse.
Ele tentou correr, querendo alcançá-los antes que o momento se perdesse, antes que tudo fosse perdido… mas ele não conseguiu se mover.
E naquele momento,
ele soube o que tinha que fazer.