Nature & Wildlife Photography

Antes da Fechadura do Dossel

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>>Antes da Fechadura do Dossel <<

A volta silenciosa da luz antes do fechamento do dossel


A primavera não aparece de uma vez.

Ela começa silenciosamente—bem perto do chão.

Antes que os dosséis das dunas se fechem acima—antes que as trilhas e os leitos dos riachos se encham—há uma janela breve onde o chão da floresta se abre primeiro. A luz alcança lugares que não tocará novamente por meses. As ephemeras—as flores confiáveis da primavera—surgem, florescem rapidamente e desaparecem na mesma velocidade.

Nos savanas de Carvalho Negro, ao longo dos leitos dos rios, e pelas antigas cristas das dunas, esse momento é fácil de perder completamente.

Mas está lá—todo ano.

Olhar para o interior de Cowles Bog antes da folha desabrochar

Não é tanto um espetáculo. Não tanto uma fuga.
Mas uma espécie de renovação que não exige nada de nós além de que percebamos.

Savanna de Carvalho Negro — Duna de Tolleston

Em um mundo que parece cada vez mais fragmentado, barulhento e incerto, percebo que volto a esses lugares com mais propósito.

Não para escapar de alguma coisa.

Gatuchos de amieiro em Cowles Bog — início da primavera antes das folhas desabrocharem

Mas para ser lembrado de que algo ainda se mantém.

Que os ciclos continuam.
Que a luz ainda encontra seu caminho.
Que até a mais breve florção carrega sua própria completude.

Estas fotografias vêm desta janela inicial—antes das folhas desabrochar, antes que a densidade retorne—quando a estrutura, a cor e o tempo se separam e se tornam visíveis mais uma vez, por um breve momento.

Nãa são feitas para explicar nada.

Apenas para mostrar o que está ali.

Primavera em Cowles Bog

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3 comentários

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Espectacular!
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Journey, muito obrigado pelo seu comentário gentil.

O que eu mais gosto na fotografia de Natureza ou até mesmo na fotografia de paisagens é que meus sujeitos posam por si mesmos, sem precisar de muita orientação. Então, é só uma questão de esperar pelas condições ambientais certas - luz, umidade, temperatura e vento/ brisa (esperançosamente menos disso, rs). Pelo próprio processo da coisa, após 60 anos, conheço o ambiente e o tempo de espera como a palma da minha mão. A terceira parte do processo para mim é que eu amo demais o que faço e meus sujeitos param de forma definitiva.
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Rich, começamos nossa carreira fotográfica mais tarde na vida, aos 50 anos. Que bela experiência! Nada se compara a estar na natureza, com a câmera na mão, o vento no rosto, deixando o interior selvagem dançar de alegria! Estamos trabalhando para montar nossa galeria agora mesmo, mas estamos com tudo na ASF há cerca de 5 anos. Adoro a sutileza do seu trabalho e os comentários poéticos que você adiciona às suas fotos! Janice e Lee da Journey to the Well Productions.
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