Uma pintura vendida por US$141.500. Em seguida, a estratégia de impressão sob demanda lhe rendeu mais US$60.000. Isso é o que a maioria dos artistas está perdendo.
Round Top, no Texas, tem oitenta e sete pessoas. John Lowry vendeu uma pintura lá por US$141.500. Em seguida, ele ganhou mais US$60.000 vendendo reproduções dessa mesma imagem em quarenta e cinco produtos diferentes. Esse segundo número é a parte da qual a maioria dos artistas nunca pensa.
A venda original é apenas o começo
Patrick Shanahan apresenta toda a estratégia neste episódio. John não parou após a venda original. Ele licenciou essa imagem para um parceiro de impressão sob demanda e a transformou em impressões metálicas, wraps de canvas, impressões emolduradas, canecas, almofadas, bolsas, capas de telefone e mais quarenta produtos. Cada um desses itens trazia um royalty anual de 10%. A matemática se acumula rapidamente. Uma imagem forte, devidamente licenciada, torna-se uma fonte de renda que continua funcionando muito tempo depois de a pintura original deixar seu estúdio.
Por que a impressão sob demanda muda tudo
O modelo antigo significava pagar pelo estoque adiantado, armazená-lo, enviar você mesmo e esperar que fosse vendido. A impressão sob demanda inverte tudo isso. Você faz o upload do arquivo uma vez. O parceiro de produção cuida da fabricação, do atendimento e do serviço ao cliente. Você recebe a royalty. Não há armazém, nem custo inicial, nem risco. Se alguém em Seattle encomendar uma impressão metálica do seu trabalho à meia-noite, ela é enviada pela instalação mais próxima a essa pessoa, e você acorda com um pagamento de royalties. Essa é a parte que me fez parar e reassistir a este episódio duas vezes.
A parte sobre a capitalização
Patrick menciona que os royalties de John cresceram aproximadamente 10% a cada ano. Não porque ele tenha criado quarenta e cinco novas imagens, mas porque uma imagem forte continuou encontrando novos compradores em novas categorias de produtos. Um visitante da galeria que não pudesse pagar a original de US$141.500 poderia comprar uma impressão de US$45. Um turista que passasse por Round Top poderia levar uma caneca de US$20. A imagem funcionou em todos os patamares de preço, e cada venda reforçava a seguinte. Isso não é apenas licenciamento. Isso é alavancagem.
Se você tem trabalhado com obras prontas, se perguntando o que fazer com elas depois de venderem, este episódio vale a audição completa. O modelo de impressão sob demanda não é teórico. Os números de John Lowry são reais, a estratégia é replicável, e Patrick explica exatamente como funciona. Você já pensou em licenciar seu trabalho dessa forma, ou ainda está pensando em uma única venda por peça?
Verdade. Já tive pessoas que compraram impressões e, dois anos depois, voltaram para comprar um original, porque passaram tanto tempo convivendo com a impressão.