Uma única pintura foi vendida por US$141.500 em uma cidade do Texas com 87 habitantes. A matemática de impressão sob demanda por trás disso muda tudo.
Um artista chamado John Lowry vive em Round Top, no Texas. População de oitenta e sete pessoas. Uma milha quadrada. Ele vendeu uma única pintura por US$141.500 e, em seguida, vendeu aproximadamente mais US$60.000 em reproduções da mesma imagem. A mesma pintura, em meios diferentes, em tamanhos diferentes, com faixas de preço distintas. Uma imagem, no total de duzentos mil.
Essa história por si só já valeria a pena ser compartilhada, mas este novo episódio do Art Marketing Podcast vai muito além. Ele desmonta os sistemas reais por trás de artistas que descobriram como transformar uma única imagem em um catálogo completo.
Os artistas que eles analisam são incríveis
Gray Malin administra um catálogo com mais de 4.156 produtos, com 221 variantes de certas imagens. Ele tem aumentado os preços em torno de 10% ao ano há dezesseis anos seguidos. Wyland, o pintor de vida marinha que a maioria das pessoas conhece por aqueles enormes murais em prédios, vende 972 produtos em 45 meios diferentes, com o mesmo tipo de escalonamento anual de preços. Não são hobbyistas que colocam impressões no Etsy. São artistas que construíram motores reais em torno de seu trabalho.
A parte que mais me marcou
Patrick, da Art Storefronts, aponta um ponto que eu volto sempre: seu catálogo não é o número de imagens que você criou. É o número de imagens multiplicado pelo número de meios multiplicados pelo número de faixas de preço. A maioria dos artistas tem em estoque 100 vezes mais do que percebe. Essa simples mudança de perspectiva pode mudar a forma como alguém encara todo o seu negócio.
Ele também fala sobre o que chama de 'A Drenagem', que são basicamente quatro crenças que emperram a maioria dos negócios de arte. Coisas como 'Não posso administrar um negócio' ou 'Devo nunca oferecer desconto no meu trabalho'. E ele aponta que todo artista que está indo bem em escala já deixou de lado essas quatro crenças.
A Escada de Amostras faz tanto sentido
Uma das maiores conclusões é que a impressão sob demanda não é apenas uma ferramenta de lucro. É uma ferramenta de amostra. Uma caneca de US$20 não é um produto descartável. É uma máquina de aquisição de clientes com etiqueta de preço. Ele a compara com a Buc-ee’s, a rede de centros de viagens do Texas, onde as coisas baratas na entrada financiam as coisas caras na parte de trás. Essa comparação fez o conceito todo fazer sentido para mim.
E então ele volta a John Lowry, que está fazendo exatamente a mesma coisa que Gray Malin e Wyland fazem, apenas na própria escala de uma cidade texana de uma milha quadrada. A mensagem é clara: isso não é uma estratégia reservada a artistas famosos com grandes seguidores. Qualquer pessoa pode começar a construir esse sistema.
Se você já se perguntou se a impressão sob demanda vale a pena levar a sério, este episódio apresenta um caso bastante convincente de que pode ser a ferramenta mais subutilizada nos negócios da maioria dos artistas. Estou curioso para saber se alguém aqui já começou a montar sua própria escada de amostras ou sistema de catálogo. Adoraria ouvir como está indo.
Eu até queria, mas não posso competir com todo esse exagero delirante (a menos que Bill Richards aqui seja um anagrama de Demien Hirst!)...